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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Marx, Lênin, Gramsci e a imprensa



Diante do poder alcançado pela mídia hegemônica e das ilusões ainda existentes sobre seu papel, revisitar as idéias de intelectuais marxistas sobre o tema é da maior importância e causam surpresa por sua enorme atualidade. Marx, Lênin e Gramsci, entre outros pensadores revolucionários, sempre destacaram o papel dos meios de comunicação. Exatamente por entenderem a importância da luta de idéias, do fator subjetivo na transformação da sociedade, fizeram questão de desmascarar o que chamavam, sem meias palavras, de “imprensa burguesa” e de realçar a necessidade da construção de veículos alternativos dos trabalhadores.

Estes dois elementos, a denúncia do caráter de classe da imprensa capitalista e a defesa dos instrumentos próprios dos explorados, são as marcas principais destes intelectuais marxistas. Marx, Lênin e Gramsci dedicaram enorme energia ao trabalho jornalístico, escrevendo centenas de artigos e ajudando a construir vários jornais democráticos e proletários. Foram jornalistas de mão-cheia, produzindo textos que entraram para a história. Sempre estiveram sintonizados com o seu tempo, pulsando a evolução da luta de classes; nunca se descuidaram da forma, da linguagem, para melhor difundir os seus conteúdos revolucionários.

Defesa da liberdade de expressão

Vítimas da violenta perseguição das classes dominantes, os revolucionários nunca toleraram a censura dos opressores e foram os maiores defensores da verdadeira liberdade de expressão. A própria ampliação da democracia foi decorrência das lutas dos trabalhadores, já que nunca interessou à reacionária burguesia. Mas os revolucionários nunca confundiram esta exigência democrática com a proclamada “liberdade de imprensa”, tão alardeada pela burguesia que controla os meios de produção e usa todos os recursos, legais e ilegais, ardilosos e cruéis, para castrar a própria democracia e o avanço das lutas emancipadoras.

Numa fase ainda embrionária do movimento operário-socialista, Karl Marx logo se envolveu na atividade jornalística. Após concluir seu doutorado em filosofia, em 1841, ele pretendia seguir a carreira acadêmica e ingressar na Universidade de Bonn, mas a brutal repressão do governo prussiano inviabilizou tal projeto e o jovem filósofo alemão manteve seu sustento através do jornalismo. Em 1842, ingressou na equipe do jornal Gazeta Renana e virou o seu redator-chefe. Sob sua direção, este periódico democrático triplicou o número de assinantes e ganhou prestígio, mas durou poucos meses e foi fechado pela ditadura prussiana.

Sem ilusões na imprensa burguesa

Na seqüência, entre 1848/49, passou a escrever no jornal Nova Gazeta Renana, que se transformou numa trincheira de resistência ao regime autoritário. Em menos de dois anos, Marx escreveu mais de 500 textos e tornou-se um articulista de sucesso. O combate ao código de censura do governo prussiano resultou na proibição do jornal. Marx ainda escreveu para o Die Press e o New York Tribune sobre política, economia e história. “Era um jornalismo que revelava a minuciosa leitura de Marx, seu alto grau de informação não apenas sobre os fatos e conflitos, como também sobre os atores individuais e a própria imprensa”, relata José Onofre, na apresentação do livro recém-lançado “Karl Marx e a liberdade de imprensa”.

Em sua defesa da liberdade de expressão, ele nunca vacilou na denúncia da ditadura burguesa. Para ele, o jornal deveria ser uma arma de combate à opressão e à exploração e não um veículo neutro. “A função da imprensa é ser o cão-de-guarda, o denunciador incansável dos opressores, o olho onipresente e a boca onipresente do espírito do povo que guarda com ciúme sua liberdade”. Em outro texto, afirma: “O dever da imprensa é tomar a palavra em favor dos oprimidos a sua volta. O primeiro dever da imprensa é minar todas as bases do sistema político existente”. Por estas idéias libertárias, ele foi processado e perseguido.

Poder do capital sobre a imprensa

Outro que nunca se iludiu foi Vladimir Lênin. Atuando num período da ascensão revolucionária, ele foi ainda mais duro no combate aos jornais burgueses. Num texto intitulado “a liberdade de imprensa do capitalismo”, ele desnuda esta falácia. “A ‘liberdade de imprensa’ é também uma das principais palavras de ordem da ‘democracia pura’. Os operários sabem e os socialistas de todos os países reconheceram-no milhares de vezes que esta liberdade é um engano enquanto as melhores impressoras e os estoques de papel forem açambarcados pelos capitalistas, e enquanto subsistir o poder do capital sobre a imprensa”.

“Com vista a conquistar a igualdade efetiva e a verdadeira democracia para os trabalhadores, é preciso começar por privar o capital da possibilidade de alugar escritores, de comprar editoriais e de subornar jornais, mas para isso é necessário destruir o jugo do capital… Os capitalistas chamam sempre ‘liberdade’ à liberdade para os ricos de manterem seus lucros e liberdade para os operários de morrerem à fome. Os capitalistas denominam de liberdade de imprensa a liberdade de suborno da imprensa pelos ricos, a liberdade de usar a riqueza para forjar e falsear a chamada opinião pública”. Nada mais atual!

Numa outra fase histórica, em que o setor da comunicação ainda não era um poderoso ramo da economia, Lênin chegou a se contrapor à participação dos comunistas na imprensa burguesa. “Poder-se-á admitir que colaborem nos jornais burgueses? Não. A semelhante colaboração se opõe tanto as razões teóricas como a linha política e a prática da social-democracia… Dir-nos-ão que não há regra sem exceção. O que é indiscutível. Não se pode condenar o camarada que, vivendo no exílio, escreve num jornal qualquer. É por vezes difícil criticar um social-democrata que, para ganhar a vida, colabora numa seção secundária de um jornal burguês”. Mas, para ele, tais casos deveriam ser encarados como exceção e com princípios.

“Boicote, boicote, boicote”

Para encerrar este bloco, que evidencia que os marxistas nunca nutriram ilusões sobre o caráter de classe da imprensa burguesa e nem se embasbacaram com o seu poder de sedução, vale reproduzir uma longa citação de Antonio Gramsci, o revolucionário italiano de padeceu onze anos nos cárceres. No texto “Os jornais e os operários”, escrito em 1916, ele faz uma conclamação aos trabalhadores que bem poderia servir para uma campanha contra a revista Veja e outros veículos da mídia brasileira na atualidade:

Para ele, a assinatura de jornal burguês “é uma escolha cheia de insídias e de perigos que deveria ser feita com consciência, com critério e depois de amadurecida reflexão. Antes de mais, o operário deve negar decididamente qualquer solidariedade com o jornal burguês. Deveria recordar-se sempre, sempre, sempre, que o jornal burguês (qualquer que seja sua cor) é um instrumento de luta movido por idéias e interesses que estão em contraste com os seus. Tudo o que se publica é constantemente influenciado por uma idéia: servir à classe dominante, o que se traduz sem dúvida num fato: combater a classe trabalhadora. E, de fato, da primeira à última linha, o jornal burguês sente e revela esta preocupação”.

“Todos os dias, pois, sucede a este mesmo operário a possibilidade de poder constatar pessoalmente que os jornais burgueses apresentam os fatos, mesmo os mais simples, de modo a favorecer a classe burguesa e a política burguesa em prejuízo da política e da classe operária. Rebenta uma greve! Para o jornal burguês os operários nunca têm razão. Há uma manifestação! Os manifestantes, apenas porque são operários, são sempre tumultuosos e malfeitores. E não falemos daqueles casos em que o jornal burguês ou cala, ou deturpa, ou falsifica para enganar, iludir e manter na ignorância o público trabalhador. Apesar disso, a aquiescência culposa do operário em relação ao jornal burguês é sem limites”.

“É preciso reagir contra ela e despertar o operário para a exata avaliação da realidade. É preciso dizer e repetir que a moeda atirada distraidamente é um projétil oferecido ao jornal burguês que o lançará depois, no momento oportuno, contra a massa operária. Se os operários se persuadirem desta elementar verdade, aprenderiam a boicotar a imprensa burguesa, em bloco e com a mesma disciplina com que a burguesia boicota os jornais operários, isto é, a imprensa socialista. Não contribuam com dinheiro para a imprensa burguesa que vos é adversária: eis qual deve ser o nosso grito de guerra neste momento, caracterizado pela campanha de assinatura de todos os jornais burgueses: Boicotem, boicotem, boicotem!”.

Construtores da imprensa revolucionária

Exatamente por não nutrirem ilusões na imprensa burguesa, Marx, Lênin e Gramsci sempre investiram na construção de instrumentos próprios das forças contrárias à lógica do capital. Segundo o biógrafo David Riazanov, “a Nova Gazeta Renana tratava de todas as questões importantes, de sorte que o jornal pode ser considerado um modelo de periódico revolucionário. Nenhum outro periódico russo nem europeu chegou à altura da Nova Gazeta… Seus artigos não perderam nada de sua atualidade, de seu ardor revolucionário, de sua agudeza na análise dos acontecimentos. Ao lê-los, sobretudo os de Marx, acreditamos assistir à história da revolução alemã e da revolução francesa, tão vivo é o estilo, como profundo é o sentido”.

Já Lênin, que viveu numa fase de efervescência revolucionária, dedicou boa parte das suas energias para construção de jornais socialistas – dos mais diferentes tipos, sempre sintonizados com a evolução da luta de classes. Iskra, Vperiod, Pravda, Proletari, Rabotchaia Pravda, Nievskaia Svesdá, entre outros jornais organizados e dirigidos por ele, servirão para agregar as forças de esquerda, fazer agitação nas fábricas, aprofundar os debates ideológicos e construir o partido. Na sua mais célebre definição, Lênin sintetizou:

“O jornal não é apenas um propagandista coletivo e um agitador coletivo. Ele é, também, um organizador coletivo. Neste último sentido, ele pode ser comparado com os andaimes que são levantados ao redor de um edifício em construção, que assinala os contornos, facilitam as relações entre os diferentes pedreiros, ajudam-lhes a distribuírem tarefas e a observar os resultados gerais alcançados pelo trabalho organizado”. A reacionária burguesia russa logo entendeu o perigo representado por estes jornais, tanto que os reprimiu ferozmente. No caso do Pravda, de um total de 270 edições, 110 foram objeto de ações judiciais e os seus redatores foram condenados a um total de 472 anos de prisão. Mas isto não abrandou o seu vigor!

Atualidade das noções marxistas

No caso de Gramsci, o longo período de cárcere dificultou a sua atividade jornalística e castrou seu desejo de organizar a imprensa operária. Antes da prisão, ele editou vários jornais de fábrica e empenhou-se na difusão do Ordine Nuovo. Na sua rica elaboração sobre o papel dos intelectuais e a luta pela hegemonia, ele chega a afirmar que, em momentos de crise, o jornal pode funcionar como partido político, ajudando a desnudar a ideologia dominante e a construir a ação contra-hegemônica do proletariado. Para ele, o momento da desconstrução do velho é, ao mesmo tempo, o da construção do novo.

As contribuições de Gramsci servem para desmistificar o papel da mídia hoje, mantendo impressionante atualidade. Para ele, a imprensa burguesa é um “aparelho privado de hegemonia”, capaz de disputar os rumos da sociedade por meio de uma verdadeira guerra de posições em todas as “trincheiras ideológicas”. Através da imprensa privada e mercantil, que objetiva o lucro e que faz da notícia uma mera mercadoria, a burguesia tenta se aparentar como representante da esfera pública. Além disso, em momentos de crise da ideologia dominante e de fratura dos partidos burgueses, a imprensa se apresenta como “o partido do capital”, que organiza e amalgama os interesses das várias frações de classe da burguesia.

Por Altamiro Borges em seu blog

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Plano Nacional de Banda Larga

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Marcelo Lima
A União da Juventude Socialista da Paraíba (@UJS_Paraiba) participou na última sexta-feira (20), no auditório da PBTUR do 1º Encontro de Blogueiros e Redes Sociais da Paraíba, realizado com a colaboração da Associação Nacional Para a Inclusão Digital (ANID). O principal debate na ocasião foi a democratização da comunicação e, por conseguinte, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Mas por que diabos a União da Juventude Socialista da Paraíba está metida nessas discussões? Simples! Explicamos:

A relação entre a juventude as transformações pelas quais a sociedade de qualquer tempo e lugar sempre foi íntima. O advento das novas tecnologias tornou a relação ainda mais evidente. Nós, os jovens de hoje, somos a maioria dos usuários de invenções da contemporaneidade como Internet. E neste sentido, criamos toda uma cultura digital.

terça-feira, 24 de maio de 2011

A oligarquia midiática na mira da UJS-PB

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Altamiro Borges
Altamiro Borges, jornalista de oratória poderosa e um dos blogueiros mais influentes do país, acendeu com palavras incendiárias as discussões no 1º Encontro de Blogueir@s e Redes Sociais da Paraíba. Altamiro “invocou com Liberdade os princípios da Democracia junto com os da Verdade”.
No evento, realizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé com o apoio da Associação Nacional Para Inclusão Digital (ANID) e a União da Juventude Socialista da Paraíba (UJS-PB) — entre outras entidades, travou-se com vigor revolucionário o debate a respeito da democratização da mídia brasileira.

Não é de hoje, nem é segredo para ninguém em roda de entendidos que 7 famílias literalmente dominam o ramo da Comunicação Social no Brasil. Não é de hoje que essas 7 famílias valem-se de seus instrumentos de comunicação de massa para manipular, o mais que podem, a opinião pública, a fim de sobreporem aos interesses sociais os mais sórdidos interesses econômicos. Basta lembrarmos os laços fraternos entre Rede Globo e Ditadura Militar, a Veja e sua campanha sistemática contra o Partido dos Trabalhadores e outras agremiações “de esquerda”.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Francisco das Chagas: "TRANSFORMAR O SONHO EM REALIDADE"

Está nas ruas brasileiras e, sobretudo, dentro dos muros das universidades públicas e privadas o eco do 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes (CONUNE). A educação brasileira entre os dias 13 e 17 de Julho, na capital goiana, terá seus rumos e desafios debatidos pela estudantada universitária que tem sede por profundas mudanças para o país. Estudantes de todo o país se reunirão para eleger a nova diretoria da UNE e aprovar as resoluções que irão nortear a atividade da nova gestão da entidade.
O decenal Plano Nacional de Educação (PNE) vem aí, carecendo de propostas ainda mais ousadas e de uma entidade forte de representação estudantil que as possa defender. O PNE será, por conseguinte, alvo de discussões no maior fórum deliberativo dos estudantes brasileiros. A União da Juventude Socialista tem papel fundamental na construção dessas propostas, nossa militância sempre teve a ousadia de entrar no embate político por melhorias para a educação, armados de idéias progressistas, em qualquer que seja o fórum deliberativo.
Nos 20 anos como força hegemônica na UNE, conseguimos travar diversas batalhas: por mais investimentos, pela assistência estudantil, pela duplicação das vagas do PROUNI e FIES, pelos 50% do Fundo Social do Pré Sal e muitas outras bandeiras de lutas que vão além dos limites da Educação, obtendo inegáveis vitórias.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

I Seminário de Assitência Estudantil

Começa hoje! Em São Paulo, “a chapa vai esquentar” nas discussões do I Seminário Nacional de Assistência Estudantil da UNE! O objetivo principal é promover o debate e analisar as questões relacionadas às políticas de assistência estudantil, como restaurante universitário, estágios, residência, transporte, entre outros. A UJS-PB, que não padece do mal da “frouxura” e, portanto, não foge do debate, realizou junto com outras forças políticas a versão estadual do encontro e deixa aqui, bem “dizido” e bem taxado, sua opinião sobre particularidades ignoradas por alguns:

Não é possível, sequer, iniciarmos um debate profundo e, sobretudo, justo sem incluir na mesa de discussão o ensino superior privado. Caso o leitor tenha achado confuso, explicamos de imediato. Defendemos abertamente medidas assistenciais dentro das particulares. Basta lembrar que desde 2004, o setor mudou de cara, pintou-se de povo, com a presença de um novo segmento estudantil: os “ProUnistas” hoje somam mais de 700 mil.

domingo, 20 de março de 2011

Grito por Igualdade

Esses dias, acompanhamos, o homem mais poderoso do mundo sendo recebido pelo mais alto representante da Nação Brasileira. Um evento inegavelmente singular na história do nosso país. Não apenas por ser a primeira visita de Barack Obama ao Brasil, antes, porém, por ser uma mulher quem o recebera.

Depois de escolher um operário, a população brasileira elegeu a primeira mulher presidente. Sua eleição enche de esperanças as brasileiras vítimas de discriminação, e que sofrem diariamente violência doméstica. De forma que, este ano, no Brasil, o Dia internacional da Mulher tem um significado especial para todos, e todas.

A fim de conjugar o dia de homenagens com a luta contra todas as formas de discriminação contra a mulher, a seção paraibana da União Brasileira de Mulheres (UBM-PB)  promoveu seu 4º Congresso nos dias 18 e 19 de março. O evento o contou com personagens importantes no universo feminista. Dentre elas, a secretária municipal de Políticas Públicas para Mulheres de João Pessoa, Nézia Gomes.

A União da Juventude Socialista da Paraíba (UJS-PB) não deixou de mobilizar sua militância a fim de intensificar e enriquecer as discussões, com a opinião da Juventude. Marcelo Lima, presidente estadual da UJS, foi convidado a compor a mesa de abertura e em suas considerações destacou que “o Dia Internacional da Mulher não é uma data meramente para homenageá-la e presenteá-la com flores e/ou chocolate. Antes, porém, é dia de conscientizá-las de seu papel social, organizá-las e fomentar a vontade de construir uma democracia completa, sem preconceitos e discriminações de gênero ou de qualquer tipo; uma democracia, na qual a igualdade possa ser mais que uma palavra perdida nos discursos demagógicos de nossos representantes”.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Marcelo Lima: 26 anos de Luta

*Por Marcelo Lima
A UJS completa seus primeiros 26 anos de história com muito a comemorar. Ciente dos enormes desafios a serem enfrentados, no presente e no futuro, para construir um Brasil desenvolvido, justo e socialista.  A UJS se reconhece nas inúmeras lutas travadas pela juventude. Do inconformismo encontrado nos versos do abolicionista Castro Alves, nosso patrono, ao fervor revolucionário de Che Guevara, sempre foi entre os jovens que melhores sentimentos encontraram terreno propício para florescer.

Somos por tanto, herdeiros dos combates que forjaram o povo brasileiro - a luta pela independência, contra escravidão, pela proclamação de República, “Petróleo é Nosso”, e as mais recentes, contra a ditadura, pelas Diretas, pelo "Fora Collor, da Resistência ao neoliberalismo de FHC  e das vitórias que conquistaram os dois mandatos de Lula.

Hoje, a União da Juventude Socialista atua em quinze diferentes frentes e conta com cerca de 100 mil filiados, espalhados por todos estados do país. Mas isso não deve nublar a visão de nossas insuficiências, pois construir uma nova história - protagonizada pelos trabalhadores, pelo povo exige ganhar milhões de outros jovens. É esse o desafio que está lançado para a UJS: consolidar-se verdadeiramente como um pólo irradiador de idéias avançadas, uma entidade ampla e forte, que influencie milhões de almas e corações de jovens brasileiros.