quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Governo dos EUA não se importa com a vida humana


O governo dos Estados Unidos não se contenta em bisbilhotar a vida dos cidadãos do mundo todo e espionar os governos dos países que não se alinham cegamente aos seus ditames. Barack Obama quer a guerra. Há pouco tempo o inimigo era a Coreia do Norte, antes o Irã. OS EUA invadiram o Iraque em 2003, e permanece lá até hoje, sob o argumento de que os iraquianos possuíam “armas de destruição de massa”, armas que ninguém viu ainda.
O império norte-americano vive de guerras e o inimigo da hora é a Síria. País aliado da Rússia e da China na política internacional e um dos mais fortes inimigos de Israel no Oriente Médio.
A situação da Síria está ficando insustentável porque o governo do presidente Bashar al-Assad é acusado de utilizar armas químicas que matou mais de 1.400 pessoas, muitas crianças entre elas. O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) está no país investigando esse crime e promete apresentar resultados em breve. Mas o governo dos EUA já condenaram o governo sírio e garante estar preparando ataque ao país.
O império quer a guerra, o mundo a paz. Mesmo assim Obama tenta legitimar o ataque à Síria com apoio do Congresso de seu país. Mas agem se importa com o povo sírio? A ONU não é o órgão competente para indicar e decidir questões ta cruciais para o planeta?
Reportagem do jornal Gazeta Russa mostra a agonia do povo sírio através de depoimento de uma jovem síria sobre a situação de seu país. “Ao longo dos últimos dois anos e meio a mídia internacional transmite continuamente notícias sobre a Síria: quais territórios foram ocupados pelas tropas governamentais e quais estão sob o domínio das forças de oposição, quantas pessoas foram mortas ou feridas etc. Relatos que refletem o sofrimento diário dos sírios comuns e como suas vidas mudaram drasticamente ainda impressionam”, diz abertura da matéria.
Um caso citado é de “Chirin (que não quis revelar o sobrenome), jovem de cerca de 25 anos que vive em Latakia”, diz o jornal russo. Segundo Chirin, “nós vivemos em constante medo e tememos que a situação em Latakia piore. Na minha cidade há muitas pessoas vindas de outras cidades e regiões da Síria que fugiram da guerra. Mas para onde fugiremos nós, habitantes de Latakia, se a guerra chegar aqui? Ouvimos todos os dias sobre massacres brutais, da profanação de cadáveres. Já não temos medo da morte, mas de como vão nos matar”.
A questão é tão grave e a guerra de conseqüências que podem ser tão catastróficas para o futuro da humanidade, que a 8ª Cúpula do G-20 que começa hoje (5), em São Petersburgo, na Rússia, corre sério risco de ver sua pauta prévia – centrada em questões econômicas – atropelada pelos atritos entre Estados Unidos e a própria Rússia quando à iminente agressão estadunidense à Síria.
“A questão Síria vai tirar os holofotes das questões dos emergentes. O mal-estar entre Rússia e Estados Unidos é recente. A Rússia tem interesses ali também e, além de tudo, ela está sediando a reunião”, afirma Maria Antonieta Del Tedesco Lins, professora do Instituto de Relações Internacionais da USP. “E fora isso, apesar de alguns países não estarem preocupados com o Conselho de Segurança da ONU, é absolutamente ilegal uma intervenção unilateral como essa que os Estados Unidos estão propondo, passando por cima sem esperar autorização da ONU.”
O vice-ministro das Relações Exteriores da Síria, Fayçal Moqdad, afirmou que o governo de Bashar al-Assad vai resistir. “O governo sírio não vai mudar de posição mesmo que haja uma Terceira Guerra Mundial. Nenhum sírio pode sacrificar a independência do seu país”, reagiu Moqdad. “A Síria, nos termos da Carta das Nações Unidas, tem o direito de se contrapor à agressão que não tem justificativa à luz do direito internacional”, acrescentou.
Com aliados poderosos como a Rússia, o governo sírio se prepara para enfrentar os agressores, ávidos por invadir e conquistar seu território. A guerra iminente assusta a todos os defensores da paz e da soberania dos povos para solucionar seus dilemas. 
Os EUA estão praticamente sozinhos nessa guerra e ignoram mais uma vez o Conselho de Segurança da ONU e sem se importar com a vida de milhares de pessoas fazem a guerra em nome da paz, mas a paz dos cemitérios. A mesma paz que tentam impor ao povo iraquiano, afegão e a todos os países que “ousam” ficar indiferentes às ordens dos EUA. Por isso espionam e invadem.
Por Marcos Aurélio Ruy com agências

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